Sejam Bem Vindos ao Fantástico Mundo da Poesia

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Amor... Amar

...

Assim é o amor
Intransigente e orgulhoso
Um pouco lúcido e um pouco louco
Hora amoroso hora venenoso

Hora sereno hora violento
Vez gatinho acanhado
Vez tubarão sedento
Vez carência de um poeta mal amado

Vez história de infância que se perdeu no tempo
Vez paixão de adulto que a razão arrastou-a ao vento
Amor complicado que é o bicho
As vezes por ai perdido em latas de lixo

Assim é o amor
Que brinca e nos mata mesmo o coração
Que de uma antiga paixão se esqueceu
E encontrou-se com uma tal de ilusão

Amor que eu admiro e que eu desprezo
E pelas cachoeiras de lágrimas que dançam ao meu rosto apenas rezo:
"Que todas as migalhas de amor dada por pena
Se transforme em exagerada paciência plena

À procurar o amor que me ame por amar
Nos campos macios da vida ou no espaço de um além
Que eu encontre esse alguém na esquina de um bar ou na beirada de um mar"
Enfim suspirando e dizendo amém

Cícero Rodrigues

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Informativo Importante


Olá, meu nome é Cícero Rodrigues, e hoje estou aqui para conversarmos de uma maneira diferente, estou aqui para oficialmente dizer que MEU PRIMEIRO LIVRO de poesias está prestes a sair, será PUBLICADO pela conhecida 'Clube de Autores', a maior editora de autores independentes da América Latina. Não posso entregar muitos detalhes, mas chamo todos em breve para embarcamos nessa fantástica viagem ao mundo da poesia. Como é meu primeiro livro, pode não ter todo aquele ar de experiência de um livro famoso, mas como dizia Monteiro Lobato: 'A criança é mais interessante que o adulto', assim também pode ser uma nova obra, como uma criança inocente e pura, pois de todas as obras de um autor a primeira é sempre a diferente, a especial, a mais 'menininha' de todas.

Declaro por meio desta que meu primeiro livro, cujo nome ainda não posso revelar, será publicado muito em breve; com registro, impresso, tudo certinho, espero contar com os leitores do blog.

Enfim, acompanhado disso, tenho um poema que será publicado em julho, em Lisboa, Portugal; "A Dona de Outro Dono", que está sendo publicado pela In-Finita em parceria com outros autores na II antologia 'Conexões Atlânticas'. Essa é a segunda antologia em que participo, a primeira foi a 'Cultive o Pólen da Vida 2 - Poesias' já publicada pela Perse, com o poema "Quando é Você". Estou participando também do concurso de poesias na 'Sweek' em parceria com a 'Poeme-Se', com o lindo poema "Princesa de Coração Frio", vamos torcer para este poema ganhar. 💪

Por enquanto é isso, abraços.

domingo, 20 de maio de 2018

Fulga Para a Felicidade


Vamos fugir
Voar no céu azul
Pular de uma montanha ao Chile de mãos dadas
E deitar sobre o sol quente
Fazendo anjinhos na praia de areia fervente
E sorrir o tempo todo
De lástimas do passado
E amar a todos e ser quem sabe amado

Vamos fugir
E a noitinha curtir vagalumes e os lindos lírios da noite
Tomar banho num rio de água gelada às duas da manhã
Viver assim, sem sentido
Sem responsabilidades
Tentar descobrir a nosso jeito
As futuras probabilidades
E todos os muitos segredos

Vamos fugir
Escutar Skank e Chorão
E sair dessa loucura toda que é o barulho da cidade
Quem sabe experimentar sorrisos diferentes
E aos tristes contar piadas relevantes
E dar abraços nos experientes
Envergonhar todos os muitos amantes
E nos beijar todos os dias de um jeito diferente

Vamos fugir
Todos nós
A pé ou de carona com a felicidade
Se não tens companhias pode ficar a sós
E feliz seremos pela eternidade
Vamos desertar das cidades e engolir as brisas do vento
Apertar as nossas mãos e firmar lealdade
Como doces crianças que vivem no transcender do tempo

Cícero Rodrigues

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Versos de um Futuro Incerto


Como pude
Magoar o amor da minha vida?
Se um dia eu mude
Arrancarei-a de sua vida sofrida
E trazerei-a para meus braços mórbidos e frios
E por todas as vezes que chorei
No remanso do amor na escuridão do meu rio
De águas de choro e desgosto em arrependimentos bradei
Abraçarei-a no mais mortal dos abraços de amores
E firmarei o pacto da eternidade
Num casamento a beira de um lago
Esquecida as calamidades
Deitaremos às estrelas
Num campo de palhas secas
Ou na úmida campina da montanha esquecida
Teremos a noite clímax
Eu aquecido e ela aquecida
E uniremos nossos corpos já no àpice do alívio
Pagando tudo o que devíamos ao passado decepcionante
E jaz deitada de bruçus ao aconchego do meu peito
Excitadamente apaixonante
Observarei-a como um anjo protetor
Que morre se morrer seu amor

Cícero Rodrigues

terça-feira, 15 de maio de 2018

Poesia Ciumenta


Tentei por vezes fazer romances
Na calada da noite e o vento ruivando os pelos dos meus braços
Tentei esquecer poesias de amores e lances
E abraçar romances de amassos

A poesia que é ciumenta
Tirou-me o fôlego e pertubou-me a mente
No alarido das confusões que me atormenta
Restaram-me suspiros sem inspiração e somente

A poesia me vigia
Dormindo de gritos ou tão serenamente
Na morte ou dia-a-dia
Me consola eternamente

Cícero Rodrigues

domingo, 22 de abril de 2018

As Lágrimas de Ontem


Chorei ontem
Cujas lágrimas envergonharam meu rosto
E a expressão facial parecia de um semblante morto

Chorei ontem
E tantas e tantas foram as lembranças do amor da minha vida
Da última imagem da minha querida

Chorei ontem
E rios de desesperos tomaram minha razão
E escutei um golpe de faca ao meu coração

Chorei ontem
E hoje escuto músicas ordinárias
Na lástima da noite escondida nublada

Chorei ontem
E me amargurei muito além do normal
E hoje parece que em meu corpo tão bondoso habita um mal

Chorei ontem
E hoje desenterro desculpas
Que meu espirito não atura tanto peso e culpas

Chorei ontem
E hoje ignorei o mórbido mundo e suas chatices
E fiz aliança comigo mesmo afastando-me das imundices

Chorei ontem
Tanto quanto pude chorar
Que esqueci até os feitiços da poesia que parecia voar

Chorei ontem
E meus olhos cintilantes me assombraram
Eu e outro eu que nunca tinha visto sobre o ar pairavam

Chorei ontem
Martirizei toda profunda e infeliz dor
Daquele que hoje nego e provo não existir: o amor

C. Rodrigues

sábado, 17 de março de 2018

Entre Versos e Universos


Versos atravesso
No mar de ódio do deserto

Versos e entre versos
Nos corações dos bonecos

Versos e muito mais versos
No destraste do mundo inverso

Versos nas águas imersos
Às pessoas de amor perverso

Versos introversos
Aos mals entendedores diversos

Versos pobres e dispersos
Na boca de traidores desconverso

Versos submersos
Amantes do universo

Versos reversos
Ao pobre amor extinto na boca do multiverso

Versos infinitos versos
Explica-me esse mundo controverso

C. Rodrigues