Sejam Bem Vindos ao Fantástico Mundo da Poesia

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Sensações e Vírgulas

Às brisas chegam à casa
E uns passos pertinentes são ouvidos
A amada vem vindo
Com sua vontade louca
Sede por sexo
Abre a porta no começo quase rouca
Rasgando e acolchoando as roupas
Estremecendo na cama seu ego
Com ainda a louca sede por sexo
Seu pudor questionável
Dentre as pernas o suave doce aroma
Da mulher na sua fase
O suor misturando adrenalina
De quase ao ápice com boca aberta ao êxtase do alivio
E gritos e ditos selvagens tomam contam
Da noite com velas e videos adultos
Da pimenta colocada e da língua passada
Dos pés subindo ao corpo
E na reta se encontram
Carne com carne e corpo com corpo
Um à colocar o louco e outra a colocar seu corpo
Seu corpo que geme e que chora
Nas lembranças na outrora de outro
Esquece
O dado amor pouco
E grita rouca agora na noite
Do grande e maravilhoso amor louco

C. Rodrigues

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Saudade da Vida Que Hoje é Morte


Escutando uma música
Transcedendo o tempo
Pessoas me vem a mente
Que a saudade do que sente
Daquela vida que hoje é morte

Me enxergando em choro forte
Da angústia que não descrevo
Dos inflamados poemas que escrevo
Pessoas me vem a mente
Daquela vida que hoje é morte

De tempo bom que sorríamos de tudo
Dos bons conselhos dados
De não entender direito o que é morte
De não saber porque se está chorando
Daquela vida que hoje é morte

De não se preocupar com a sintonía de escrever
Nem tão pouco querer cantar bem
Apenas escrever e cantar
Sorrir e chorar sem saber, apenas saudades
Daquela vida que hoje é morte

E ao hoje as cinzas do tempo jorram ao chão
Pesando entedimento de tudo
Do esmigalhando coração
Acompanhado de infeliz sofrimento
Daquela vida que hoje é morte

Do bendito tempo que insiste em me odiar
Daquela vida que apenas só sabia amar
Mas como bom teimoso
Persisto em continuar com saudade teimando forte
Daquela vida que hoje é morte

E de todas as lembranças infinitas
Que a saudade que acende no meu peito ainda sentirei
Mas teimoso à morte mais de mil vezes viverei
Que meu coração conforte
Daquela linda vida que hoje é morte

C. Rodrigues

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Do Adeus ao Encontro com um Anjo


Eu nasci
Como criança de coração apaixonado
Admirador de estrelas e luas
Adjetivos de muitas coisas melancólicas
Romântico por essência

E cresci
De apaixonado a condenado
De sentimentos que admirava
Preso por um julgamento de um amor cruel
Da sentença final um fracasso

E sofri
Nos momentos que chorei
Estranho ao homem derramar águas dos olhos
E como poeta algo simbólico
Sangue do coração jorrou espalhado pelo mórbido chão frio

E senti
Ao peso do que chamara amor
Uma pontada no meio do peito
Mas subindo a escada da vida
Surge um anjo que aos meus olhos brilharam

E morri
Pensei em estar morto
Pois avistei o anjo que me salvou
Apertou o coração ensaguentado
E estancou a sangría da ilusão

E percebi
Naquele instante que até então não sabia o que era amor
Pois me encontrei com minha outra metade
As duas partes da laranja, a garrafa e a tampa, o caderno e a caneta
A ilusão (que eu me tornara) e o amor suave que encontrei

E sorri
Sorri tanto o quanto pudera
Que infeliz não mais seria
Pois a mulher mais fascinante tinha surgido na minha vista
Que esperança voltava ao coração de um pequeno poeta da vida

C. Rodrigues

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Palavras Amigas


Queridas palavras
Amigas de lentidão
Fieis da eternidade
Do poeta da paixão
Riscos de caneta
Borrões do coração
Palavras obscuras
De loucura e ilusão
De singular ou plural
Mar de imensidão
De letras e vinhos misturados
E o poeta caído ao chão
Bebados são os versos
Extasiados na perdição
Ao que queriam extressar
Dos sentimentos que é em vão
Da orgia das palavras
Embebedadas de inspiração

C. Rodrigues

domingo, 21 de janeiro de 2018

Um Poema de Criança


Hoje eu encontrei
Uma taça de lembrança
Que um passado tanto amei
Nos meus tempos de criança

Dos meus pés correndo ao chão
Na sujeira da herança
Enlamiando o coração
Nos meus tempos de criança

Das fragâncias de aventuras
Na suave e doce ignorância
No passado das boas torturas
Nos meus tempos de criança

Da face suja
Naquele olhar de menino repleto de confiança
Das amizades corujas
Nos meus tempos de criança

Hoje ria no meu lar
Do tolo desejo na esperança
Por crescer preferiria estar
Nos meus bons tempos de criança

C. Rodrigues

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

De Quem Me Deixou


Sou
Poeta sou
De velhas palavras
Que o amor apagou
De versos sinceros
Que ao vento voou
De amores da vida
Que a razão levou

Sou
Poeta sou
De gritar, dizer:
O amor é tudo e nada
De falar e de sofrer:
Meu coração nada
E de tanto nadar afogou-se
E morreu no tolo múrmurio da noite

Sou
Poeta sou
De quem queimou meu amor
De quem me matou
E me deixou 🚶🏻‍♂

C. Rodrigues

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Da Vida Forte à Morte


E veio a vida
No início
Sem razão
Vislumbramente sem sentido

E veio os ventos que pra cá
Empurraram pessoas

E veio pessoas que amei e enjoei amar

E veio as loucas poucas aventuras
Duras e momentaneas

E veio meus pés descalços
Na pilha amontoada de brasas quentes

E veio até alguns sorrisos
Que imploravam em ser verdadeiros

E veio amantes e paixões antes
E pouco muito pouco amor

E veio como uma tortura eterna o tempo
Que de intenso tinha tudo

Pois veio a morte
A senhora do choro e da lástima
Sem o último sorriso, e beijos e abraços
Somente as palavras que o tempo não corrói
Que de pensar em tão profunda dor
Ainda em meu coração dói.

C. Rodrigues