Sejam Bem Vindos ao Fantástico Mundo da Poesia

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Quem Será Herói no Final das Contas...


Quem será capaz
Destingir, assemelhar
Coração podre, coração puro, disseminar
Quem será capaz de fazer chegar a paz?

Quem será humano
Coragem ter, verdades dizer
Que em meios a tantos poder morrer
Quem será humano a desafiar o profano?

Quem será sábio
Nunca cansar de aprender
Um dia quem sabe encarar o poder
Quem será sábio em correr e ser hábil?

Quem será bobo
Em meios a muitos falar de amor
Trocar o mal pelo bem, pôr flor onde tem dor
Quem será bobo em dizer que estou louco?

Quem será herói no final das contas
Rasgar o papel, quebrar a caneta
Trocar o violão pela bendita corneta
Quem será herói no final das contas, errar vezes, muitas vezes... Quantas e quantas?

[C.R]


O Verbo Fugiu do Amor


Quem diria
Que o doce do amor
Que viria
A ser um horror
Seria apenas chocolate amargo

Quem teria
Coragem de dar coragem ao chorar
Que o início da alegria terminaria
Para quem sabe felicidade, a eterna chegar
E dar adeus pra quem pensar de novo e chorar

Quem iria
Ao encontro de um apaixonado a sofrer
Que em suas mãos seus versos rasgaria
E meio até embebedando dizer:
Toma mais vinho e venha-se viver

Quem faria
Planos pra vida, mas fala em morrer
Que em seus gestos jaz tornaria
Um louco dizendo morte ao prazer
Que mundo é este viver?

[C.R]


Uns Segundos Imundos



Os segundos
Tal longe, tal perto
Longe
Talvez no coração apaixonado do pobre monge
Perto
Talvez num acidente do inocente de coração aberto

Segundos
Ao tempo de uma palavra pequena
Ao tempo de uma letra apenas
Ao tempo de um adeus sem direito a resposta
Ao tempo de um choro, pois perdeu a aposta

Segundos
Ora rápido, ora lento
Rápido
Talvez no último suspiro, no último abraço
Lento
Talvez no ato apaixonado do prazer violento

Segundos
Vez imundo, vez profundo.

[C.R]


sábado, 17 de setembro de 2016

Parte de uma poesia rasgada



Eu sou o frio do poema
Que o inverno congelou
Eu sou a chama da crítica
Que o verão intensificou

Eu sou um sentinela do amor
Que não dorme quando quer
Eu sou a mentira de um conto
Que vive num tempo qualquer

Eu sou a melancolia do romance
Que implora em deixar o mundo mais belo
Eu sou parte de uma poesia rasgada
Que suplica em ser eterno

[C.R]

sábado, 13 de agosto de 2016

A Corda do Arrependimento


De tanto odiar acabou amando
De tanto amar apanhou o homem

Tanto chorou, tanto sofreu
E declamou, gritou poemas
Recitou sentimentos

Mas arrependeu-se
Pendurou-se na corda do arrependimento
E pensou por horas

Por horas chorou
Derramou pecados e dores,,,
Naquele meio tão frio

E acabou por pular
Mas a corda quebrou
Quebrou com sua vontade tola de morrer
E ele chorou e chorou profundamente


E finalmente decidiu viver.

[C.R]

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Entre Poetas e Romancistas




Um romancista e um poeta um dia conversavam.

O romancista meio alucinado de amor depois de beber três taças do vinho de amargura, pergunta ao poeta; que por sua vez chorava debaixo de um céu louco de estrelas e luas.

Você sabe por que os homens traem tanto poeta - Pergunta o romancista.

O poeta não tira os olhos do céu e responde assim mesmo: Porque são covardes com medo de amar.

O romancista por sua vez tenta corrigi-lo: Não meu amigo, eles traem exatamente porque perderam o medo de amar.

O poeta meio estranho dá um sorriso e incrivelmente muda seu olhar de direção rumo ao romancista, e diz: Eles traem! E o vinho que tu bebes de amargura porque teu amor te traiu é a prova de que homens que amam são cheios de coragem. Eu não bebo, por isso sei que quem trai tem medo de amar. Eu não sei o que é amar, mas eu sei o que não é. Sou um traidor, mas não me orgulho disto.

Finaliza o poeta chorando e indo embora como um lobo solitário, conversando sozinho com as estrelas como um louco pela madrugada... Deixando seu amigo romancista com sua taça de vinho e suas músicas melancólicas.

[C.R]

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Poema clichê




E ainda meu amor
Eternidades irei dizer
E ainda oh doce anjo
Por amor irei sofrer
E ainda minha estrela
Canções irei cantar
E ainda oh minha rosa
Poemas irei chorar
Quando ainda minha flor, estiveres tão distante
Sentirei o teu calor, e ainda radiante
Quando ainda ilha bela, tu no sono descansar
A noite inteira eu acordado esperarei você voltar
Quando ainda minha amada... Me trair ou me esquecer
Lutarei por ti mesmo sem força, até depois do amanhecer
E ainda oh meu amor, para os que não acreditam
Aconselho a apreender que amor é amar, mesmo que não correspondido.

[C.R]